Sábado, 9 de Junho de 2007

Raça!

  

Hoje dia 10 de Junho comemora-se o dia da Raça em Portugal onde se devia evocar tambem os MARINHEIROS e os SOLDADOS. Deu-me para escrever tambem qualquer coisa, para não deixar passar em branco este dia tão significativo para mim, como PORTUGUÊS e como MARINHEIRO.
No meu humilde pensar de marinheiro, (Não falo como soldado, porque como se costuma dizer "cada macaco no seu galho") este dia é uma homenagem aos marinheiros de ontem, (que bem podiam ser os de hoje). Parece que já os estou a ouvir:
- Olha este a puxar a brasa à sardinha dele. Não, não se trata nada disso, mas sim, no meu entender, de repôr a verdade dos factos. Afinal do que estávamos a falar? Ah! "RAÇA"!
Pode-se entender, como origem, características ou semelhanças, mas principalmente, e acima de tudo o que melhor define a "raça" é a língua Materna. Neste caso o "PORTUGUÊS".
Afinal a base deste dia é louvar Camões, e porquê? Porque foi esse "senhor" que escreveu "Os Lusíadas", autêntico hino ao povo Português e "MARINHEIRO".
Sim, afinal quem levou aos quatros cantos deste planeta, a nossa língua materna, senão essa "raça" extraordinária de homens embarcados, em verdadeiras rolhas de cortiça, que arrostaram contra tudo isto: Vento, Mar e Doenças?
Esses "GIGANTES" de espírito que até chegaram a comer sola de sapato para não morrerem à fome, durante aqueles longos meses de navegação? Longos meses, eu disse longos meses? Pois foi! Os meus caros leitores sabiam que "A descoberta do caminho marítimo para a India" demorou dois anos? Imaginam 24 meses, 17280 horas? Muitas vezes em condições em que um simples minuto parece demorar um ano? E isto, dentro de autênticas cascas de noz, arrostando contra temporais, terrores do fim do mundo, a passagem da Boa Esperança,(que por essa altura ainda tinha os seus quês de terrores), escorbuto, malária, quedas de mastros, afogamentos, isto só por alto, porque dentro de um navio, e digo navio, porque foi só o que conheci,( eu que já vi o mar partir navios em ferro conforme partimos galhos de árvores) não consigo imaginar sequer o que seria a navegação naquele tempo.  E, depois ao arribarem a locais onde os indigenas falavam línguas diferentes, (lei-se dialectos) tinham costumes diferentes, podiam ser mal recebidos e tinham que defender a vida na ponta de uma espada ou lança? Penso que nem livros nem filmes, conseguem fazer jus ao sofrimento, dia após dia, daqueles homens, só para levarem a sítios tão longínquos como as Áfricas, as Américas ou o Extremo Oriente, a Supremacia e a Hegemonia desta língua tão querida, falada neste jardim à beira mar plantado , chamado Portugal.
E pronto, aqui fica o meu agradecimento àquela "RAÇA de HOMENS", ( eu que já tendo levado alguns temporais de vencida), que se por algum acaso da roda da vida, voltassem a este mundo actual, nem me atreveria a apelidar-me de marinheiro junto deles, tal o respeito que eles me merecem e hão-de continuar a merecer enquanto eu for vivo.
Quanto aos meus caros leitores, peço desculpa por este longo desabafo, mas como bom "Português" que me considero, tinha que LHES deixar este meu Louvor.
Os meus agradecimentos pela paciênçia, e façam-me o favor de serem felizes
.
 
  MMR
sinto-me: Honrado
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publicado por estreladosul às 23:47
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